
No último dia do ano de 2007 fui passar as 12 badaladas a Sesimbra (sim ... 2007, não estou a ficar doida).
O frio era grande, mas para ver fogo de artifício na praia da Califórnia aguentou-se.
Um pouco antes das 00h reparei num grupo de pessoas vestidas de forma "estranha". Quando reparei que eram mergulhadores perguntei-me "Mas o que estes malucos vão fazer para a água, a estas horas, com um frio de rachar?!" Minutos depois reparei qual era a "loucura" daquele grupo animado.
Quem diria que passados 2 anos eu iria fazer parte de tal grupo.
Apesar das condições meteorológicas e do estado do mar terem condicionado os planos originais de uma coreografia subaquática na baía de Sesimbra (na praia da Califórnia), à última hora o tempo lá melhorou e a alternativa de se fazer o mergulho dentro do porto de abrigo foi substituída por um mergulho mesmo em frente ao Hotel do Mar.
Ao todo éramos 60 mergulhadores e estávamos acompanhados à superfície por 40 surfistas.
Depois de um breafing e de nos equiparmos, chegou a altura de levarmos todo o equipamento para o barco e 'zarparmos' até ao local do mergulho. Entrámos na água um pouco antes da meia-noite, já de lanternas acesas para não nos perdermos dos nossos buddies numa água turva pela ondulação dos últimos dias.
Chegados lá a baixo (a uma profundidade de 7 metros), abrimos uma garrafa de champagne e fizemos um brinde ao novo ano. Depois de abraços e cumprimentos subaquáticos que a ocasião pedia, viemos todos à superfície para mais um brinde e abraços e apreciarmos o maravilhoso fogo de artifício que era lançado a partir da Fortaleza.
FOI LINDO ... quem me conhece sabe o quanto gosto de fogo-de-artifício e poder vê-lo daquela perspectiva, depois de uma experiência como a que foi passar as 12 badalas lá em baixo, na companhia de quatro buddies 5* (Zé, Elis, Alcindo e Luís) ... simplesmente INESQUECÍVEL.
Ainda sem o vídeo oficial do nosso mergulho, fica aqui uma amostra do que foi este ano um dos reveillons mais originais do país.
Foi sem dúvida uma passagem de ano diferente e a repetir.
