um jardim submerso e um River no mar

Estes dois últimos fins-de-semana foram simplesmente FANTÁSTICOS.

No sábado passado, depois de mais de um mês a ressacar do último mergulho e de dois fins-de-semana de adiamentos por causa do mau tempo e do mau estado do mar, lá tivemos uma aberta para uma saída dupla com o "DEEP people". E que saída.

Saímos do porto e, porque o mar estava 'agitado' rumámos para o Jardim das Gorgónias. Sem dúvida um mergulho memorável, não só por ter ido aos 18 metros (novidade até esse dia) como pelo sítio em si. Um fundo maravilhoso, repleto de vida, com anémonas, nudibrânquios, ouriços do mar, alicia mirabilis, chocos, polvos, gorgónias, ruivos, estrelas do mar e muitos cardumes.

Depois de um primeiro mergulhito de 55' de puro êxtase, sem saber para onde olhar, viemos à superfície apenas para trocar a garrafa e (tentar) comer qualquer coisa antes da 2ª descida. Mas o tempo não ajudou e o frio que fazia cá fora, regressou comigo ao fundo, por isso o 2º mergulho terminou mais cedo (desculpa Pedro, mas já tremia por todos os lados).

A viagem de regresso foi ADRENALINA PURA. As ondinhas simpáticas fizeram a viagem parecer uma voltinha na montanha russa ou um daqueles espectáculos de rodeo. Posso dizer que nesse sábado estive com os pés em terra firme, fui ao fundo do mar e experimentei voo com direito a 'queda livre'.

Este domingo S.Pedro foi generoso connosco e já com sol rumámos ao Cabo Espichel para quê?! para quê?! Oh Yeahhh ... para um MEGA-HIPER-MERGULHO na popa do River Gurara.

O River Gurara é um porta-contentores Nigeriano que em Fevereiro de 1989, devido ao mau tempo, embateu violentamente contra os rochedos do Cabo Espichel, acabando por naufragar. Hoje é um dos spots de mergulho mais procurados na zona de Lisboa.
Este era um mergulho que já andava a querer fazer desde que soube que aqui perto havia naufrágios.

O mar ajudou e a visibilidade estava fantástica. Diz quem lá costuma mergulhar, que não é habitual conseguir-se uma visibilidade tão boa (+/- 20 metros).
A temperatura da água (16ºC) também não fez estragos, porque desta vez fui equipada de luvinhas (e que jeitão elas dão).

Ao contrário do que me acontecia nos primeiros mergulhos (até mesmo nos da piscina), os ouvidos portaram-se à altura do "acontecimento" e a descida até à popa do River (a uma profundidade de 25metros) decorreu sem percalços.

Já lá em baixo, aparvalhei. Acho que devem ter sido os efeitos da narcose, porque parecia que era a 1ª vez que estava a mergulhar e não sabia como respirar com o regulador, só queria respirar pelo nariz ... Mas lá me acalmei e pude usufruir do passeio.

Os peixes lá no fundo pareciam que tinham tomado qualquer hormona de crescimento, porque pareciam ENORMES, os bodiões quase que chocavam contra as nossas máscaras (parecem os pombos do mar ... quem quiser que se desvie), a fola que apanhámos transformou-nos em autênticos bailarinos subaquáticos e em certas zonas estava tão forte que conseguia movimentar as chapas do River.

Estar ao lado da hélice do River, foi magnífico. Dá para ter a noção da enormidade que eram os seus 176 metros (uma "pá" da hélice conseguia ser maior que um de nós).

Ao fim de 30' iniciámos a subida, altura em que voltei a aparvalhar.
Não devo ter subido a traqueia o suficiente para tirar o ar do BCD e não fosse o Sílvio tinha subido feito um balão. Mas lá consegui retomar o controlo e correu tudo bem.

Depois de chegar a terra firme, a parvalheira continuo e toca a apontar todos os dados da progressão do mergulho no River. O resultado foi este:



Cada vez mais gosto mais deste mundo azul, do silêncio e da tranquilidade das profundezas do mar, do estar lá em baixo e olhar cima e ver apenas água e bolhinhas, cardumes e os nossos companheiros de mergulho. É um mundo que nos faz esquecer de tudo para viver aquele momento. São experiências que valem por si e pelas novas amizades que fazemos.

7º Aniversário à deriva

Na passada 6ªFeira comemorámos mais um aniversário OL, o sétimo.
O dia foi passado a bordo de um veleiro a aproveitar os ares da Arrábida, do Sado e do Atlântico, num passeio entre Setúbal e Sesimbra.

Depois de zarpámos de Setúbal navegámos junto à costa da Arrábida até chegarmos à Praia do Ribeiro de Cavalo, situada na costa sul de Sesimbra, onde fundeámos.

Para abrir o apetite, fomos a banhos (nas águas frias mas não geladas) e até houve quem se aventurasse a nadar até à praia (ainda foi um esticãozito e por incrível que pareça, a viagem de regresso ao barco foi mais fácil).
Depois do exercício físico, a hora da 'paparoca' foi mais que mercida.

A sesta então ... soube a ginjas.
É uma experiência fantástica esticar a toalha na proa no veleiro, fechar os olhos e sentir o sol, o cheiro do mar e o 'sabor' da ondulação.

A tarde foi dedicada a trabalhos forçados.
Para passeios no mar ... há que ser marinheiro, por isso içámos a vela e fomos ao sabor do vento de regresso ao Sado.
Caça a vela e vira a estibordo ... caça a vela e vira a bombordo ... cuidado com a cabeça ... vamos passar por Tróia ... yeahhhhh

Um grande dia, passado a conviver em alto-mar

Este dia também foi 'memorável' por se ter apresentado o nosso mais recente projecto euParticipo.org no programa O Mundo das Mulheres.

Ficam aqui alguns registos do dia

photo by: Paulo Ribeiro


photos by: Hugo Silva



photos by: me



photos by: Ricardo Nascimento

Um Sábado de Limpezas

O sábado passado foi dia de limpezas - o meu primeiro Clean Up Day.
O meu primeiro mergulho pós-Padi Open Wather foi um mergulho limpo. Nada melhor do que "oficializar" o fim do curso que participando numa iniciativa a nível internacional organizada pelo Project Aware Foundation, como foi o "Clean Up Day" no passado dia 19 de Setembro.
Em Sesimbra o "spot" escolhido pelo animado grupo da Deepdive foi o molhe de Sesimbra.

Tendo como budy directo o Alex, fizémos uma grande mergulho de 52 minutos (das 10:35 às 11:27) a 11 metros de profundidade (o meu mergulho mais fundo e demorado até hoje) numa água 'fesquinha' a 17,3ºC. Apesar da água fresquinha o frio nem foi sentido, tal não foi a nossa actividade de limpeza.

É incrível a quantidade de lixo que as pessoas depositam no mar (sobretudo as que mais vivem/dependem dele). No sábado tive uma maior percepção do atentado ambiental que se comete contra a vida marinha e contra nós próprios. Em 50 minutos recolhemos cordas, latas, o que me pareceu serem cobertores (ou algo do género), e as mais incríveis foram parte de um escadote e uma enorme bateria de barco!

Como primeira experiência do género, até que correu bem. Tive uns pequenos 'atrofios' com o peso do lixo v. flutuabilidade mas com o tempo e a prática vão deixar de existir.

Foi um pequeno contributo para sensibilizar as pessoas a tomarem conta deste nosso pequeno planeta, em que no meio de tanta limpeza deu para observar uma maravilhosa vida subaquática.

ADOREI ... venham mais mergulhos

Ficam aqui algumas fotos desta iniciativa tiradas pelo Carlos. Podem ver mais aqui

Já está ... agora não há nada a fazer :P

Terminei o meu primeiro PADI :)
Foi este domingo, com um duplo mergulho fantástico.
Não que os outros não tivessem sido, mas este teve o gostinho especial por serem os últimos mergulhos em que os "melgas" dos instrutores nos 'torturaram' debaixo de água com cada exercício .... obrigaram a inundar a máscara, ou a tirá-la e ficar sem ela por algum tempo, ou ir até à superfície simulando falta de ar ... tudo coisas super divertidas.
Foi na Baleeira, uma tarde de domingo passada literalmente debaixo de água, com visibilidade de 10 metros e uma temperatura de 19,5 graus (parece quente, MAS NÃO É!)



Fotos do Carlos no DEEPDIVE-NEWS

Obrigada Alex, TZ, Carlos e Sílvio.
Sábado lá terão de me aturar na minha primeira aventura pós-PADDI: Clean Up Day ahh e nada de sabotar garrafas fechando-as com chaves inglesas sim?! :)

para o ano há mais

As férias terminaram ... ficam as novas experiências, as novas amizades e o reencontro com as antigas, a vontade de continuar a fazer mais aventuras e cresce o bichinho pelo mundo subaquático.

Eu participo ... e tu?!

Mais um filhote que nasceu.
Este "euParticipo.org" é um projecto inteiramente OL (idealização, design, desenvolvimento).
É um espaço que pretende dar voz aos cidadãos, onde se manifestam opiniões e se divulgam ideias para melhorar o nosso futuro.

Peixinha Twix

Acho que toda a gente já passou pela mesma indecisão. Que fazer durante as férias?!
Ir para fora? Ir para fora cá dentro? Ficar em casa?!

Se o ano passado a 'doideira' foi ir para águas calientes, de um azul turqueza hipnotizante em Cabo Verde, este ano a doideira não andou longe.

Deu-me mais um "vipe" e decidi continuar com a experiência que iniciei na Ilha do Sal com o Nuno no Manta e que já cá em Sesimbra ainda fez crescer o "bichinho" pelas aventuras nas profundezas do oceano.

Toca a tirar o curso "PADI Open Water Diver", na DeepDive
Comecei a semana passada.
Aulas teóricas, testes de avaliação, aulas práticas na piscina ... ups em águas confinadas e no domingo passado ... saída para o mar :D

Apesar de ser um curso de 'problemas' (o curso serve para isso, para saber resolver os problemas que nos possam surgir sob a áegua), os testes teóricos têm corrido muito bem (em 4 testes já feitos ... 90% no primeiro; 100% no segundo; no terceiro tive um deslise e fiquei-me pelos 70%, mas hoje regressei aos 100%).
A prática na piscina afinal não é o bicho de 7 cabeças que aparenta ser. Sim ... inundar a máscara faz alguma confusão ao início, a equalização dos ouvidos ainda é um pouco problemático (hoje já correu bem melhor), a flutuabilidade já começa a ficar bem mais estável ...

Mas o melhor de tudo é mesmo ir para o mar.
Depois de alguns stresses em equalizar os ouvidos e de conseguir relaxar, ficar lá no fundo é como atingir um estado ZEN. Desligamos por completo de tudo.

Domingo a saída foi em Sesimbra, entre a Malha Vermelha e a Malha Branca.Estivemos 40 minutos debaixo de água, a 9 metros de profundidade e com uma temperatura de 17ºC.

Como 'budy' para este mergulho tivemos o Carlos Monteiro, o instrutor do curso de fotografia (acho que vai ser o próximo) que andou lá por baixo a experimentar o seu novo brinquedo. Numa dessas 'experiências' apanhou-nos a observar uma 'alguita'.

primeiro mergulho em águas abertasApesar de não parecer, eu sou a que está mais à direita na foto. No meio está o Alex, o meu instrutor



Enquanto não arranjo forma de a ter uma caixa estanque, vou ver com o Carlos se ele me faculta mais algumas experiências, pelo menos da saída de domingo.

Novos Projectos OL

Já foram lançados dois novos projectos OL.
O Fixing the Future (mais um 'filhote' de html e css) e o site do deputado europeu Mário David.

Sevilla me encanta mucho

Depois de, na 5ª feira, ter sido 'Dr. House' por um dia lá consegui ter um fim-de-semana sossegadito e sem dores.
Ainda ando nestas manobras com o pulso e como as dores não passavam com Voltaren, 5ªfeira lá fui visitar a SAP de Sesimbra onde me deram uma valente BOMBA (uma injecção anti-inflamatória/analgésico e relaxante muscular).
Assim fiquei pronta para um fim-de-semana em Sevilha :D

Já cheguei lá de noite ... pronta para descansar de uma viagem de quase 5 horas.

O sábado começou bem cedinho. Às 7h (espanholas) já estava a pé para preparar o itenerário e tomar o pequeno almoço.
Tenho a dizer que o pequeno almoço do NH Central Convenciones são DELICIOSOS. Para estar apta as longas caminhadas do dia, há que tomar um bom pequeno almoço. A variedade era mais que muita, mas fiquei-me pelos sumos naturais, fruta, iogurte com frutos secos e cereais, pão com queijo, leite com café. Mesmo assim quase que me tiveram de arrastar da mesa.
Às 9h15, depois de apanhar o "super-metro" (em que as plataformas estavam vedadas, com portas que abriam apenas quando o metro chegava e abria as suas portas), seguimos a pé pela Calle San Fernando (rua larga onde só passa o eléctrico, as ciclovias e os peões) até ao Reales Alcázares de Sevila.

1- Pequeno Almoço; 2- Plataforma do Metro; 3- Calle San Fernando; - Calle San Fernando e hotel Alfonso XIII

Os Reales Alcázares de Sevila são um enorme complexo palaciano que começou a ser erguido no século X e que é uma mistura de vários estilos desde o islâmico, mudéjar, gótico ao renascentista.
É um sítio magnífico, imponente repleto de páteos interiores, trabalho de cerâmica e azulejaria de várias épocas e jardins magnífícos de cortar a respiração a qualquer pessoa.
Lá dentro nem damos pelo tempo passar, só queremos ver isto, e aquilo ... espreitar acolá e quando damos por nós são horas de ir embora.

1- Pátio do Leão; 2- Entrada do Palácio de Pedro I; 3- Páteo Interior; 4- Pormenor de uma janela de um dos páteos interiores; 5- Pátio das Bonecas; 6- Pátio das Donzelas
7- Pavilhão da Alcoba (jardins); >8- Sistema de água dos jardins; 9- Tanque de Mercúrio


Depois de caminhar por jardins e palácios nos Reales Alcazares, seguimos até à Casa de Pilatos. Mais um palacete enorme com influências renascentistas e mudéjar. Como à hora que chegámos parecia estar encerrado, vimos apenas o exterior .

Da Praça de Pilatos descemos até ao Paseo de Cristóbal Cólon mesmo a tempo de apanhar a Torre del Oro ainda aberta e ainda com energia para subir os 91 dedraus até ao topo.
Uma torre que data do século XIII e que foi erguida numa das margens do Guadalquivi pelos Almóadas com propósitos militares para controloar todas as entradas e saídas do porto. Mais tarde serviu como depósito das riquezas riquezas que vinham das rotas das Índias Orientais e Ocidentais (daí o seu nome).
Actualmente é o museu naval de Sevilha. Do topo da torrer consegue-se ver bastante da cidade, mas sobretudo alcançar as 9 pontes sobre o rio.



Como o dia estava escaldante e as pernas já doíam, o final da tarde foi passado na piscina do hotel. Um carregar de baterias para o passeio da noite. Uma fantástica viagem de barco pelo rio, com direito a cabelos ao vento e pôr do sol nas margens do rio.



Apesar de domingo ser dia de levantar igualmente cedo, ainda deu para ir contemplar o 'mistério' de Sevilha à noite. Jardins, monumentos, pontes e edifícios todos iluminados, ruas com outra vida. Ainda pudemos entrar na Universidade (antiga Fábrica de Tabacos) onde havia uma peça de teatro a decorrer num nos páteos interiores. A Catedral ... deixou-me sem palavras. Simplesmente fantástico.



O Domingo começou da mesma forma: pequeno almoço reforçado, para um dia que seria longo.
Saindo do hotel, a caminhada foi até à Praça de Espanha (existe sempre uma onde quer que se vá).
Um local majestoso projectado para a Exposição Ibero-Americana de 1929, cujo imponente complexo arquitectónico se ergue na praça semi-circular possui 2 torres (uma em cada extremidade) e alberga as sedes de diferentes organismos públicos e do governo civil e militar. Ao redor da praça existem 48 bancos, cada um dedicado a uma província espanhola e decorado com azulejos. Infelizmente, o riacho ao redor da praça estava sem água, mas as suas 4 pontes que o atravessam lá estavam para nos fazer imaginar quão bela seria aquela "pequena Veneza".
Apesar de estarem com obras numa das torres e de estarem a restaurar os bancos das provincias, é triste ver um local tão bonito apresentar bastantes sinais de degradação.



A Caminho da 'baixa' ainda passámos pelos Jardins de Catalina de Ribera. Mais uma zona verde e bem cuidada da cidade, junto aos Jardins de Alcazares, que proporciona algumas sombras e uns banquinhos para descansar. E que bem que souberam as sombras, porque às 11h o sol e o calor já queimavam.



Uma ida a Sevilha não ficaria completa sem ver a Catedral ou subir à Giralda. Depois de horas à seca e à procura do local mais fresco aguardar a abertura, lá fomos os primeiros a entrar na maior catedral gótica do mundo, no 3º maior templo cristão do mundo. Se por fora é algo grandioso o interior é de cortar a respiração. Entre vitrais coloridos, tectos altíssimos, altares de ouros estive ao pé do túmulo de Cristóvão Colombo.

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A Catedral foi erguida entre os sécs XV e XVI sobre uma antiga mesquita, da qual resta 'La Giralda' o actual campanário, uma torre com 35 pisos (97,5 metros de altura).
Sim ... depois de 1 hora a torrar ao sol para entrar-mos na catedral, subi ao alto da torre.
Ao fim de subir 30 pisos perdi a conta a eles, por isso na descida, quando um senhor que ia a subir me perguntou se ainda faltava muito para o topo disse que faltavam 3 pisos. Na realidade ainda faltavam uns 6.
Valeu a pena toda aquela subida, a vista lá de cima é MAGNÍFICA.

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Cá em baixo, no Páteo das Lanranjeiras, a sombra convida-nos a descansar um pouco.

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Despois desta paragem, foi hora de regressar ao hotel para apanhar as bagagens e regressar a casa.
Tenho de regressar para ver tudo aquilo que não consegui ver num dia e meio de passeio.